quarta-feira - 16/06/2021
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‘O quanto de atividade física é necessário para obter benefícios à saúde?’ aponta artigo do Prof. Dr. Cezimar Correia Borges

A indicação da prática de atividade física como estratégia não medicamentosa essencial para prevenção e tratamento de inúmeras doenças tornou-se consenso na comunidade médica / científica em todo mundo.1,2

A Organização Mundial de Saúde (OMS) vinha recomendando um acúmulo mínimo de 150 min / semana quando de esforços físicos moderados, ou 75 min / semana se forem de alta intensidade1. No entanto, esse posicionamento foi recentemente reformulado no ano de 2020, postulando-se que benefícios adicionais à saúde são obtidos com o dobro desta quantidade em minutos semanais de atividade física 3.

Este acréscimo nas recomendações surgiu devido ao aumento do comportamento sedentário observado nas populações, em especial no cenário atual de pandemia, bem como baseou-se em estudos que confirmaram tais benefícios extras se houver maior acúmulo semanal de esforços físicos 3,4. Ressalta-se que o mais importante é promover gasto energético diário, e que isso não é dependente exclusivamente de modalidades de exercícios que necessitem de muitos recursos estruturais.

Assim, conforme a última campanha do Dia Mundial da Atividade Física (06/04/2021), tanto a OMS, a OPAS (Org. Pan Americana de Saúde) quanto os epidemiologistas da área de saúde e exercício chamaram a atenção por meios dos slogans “Cada Movimento Conta” e “Atividade física: pouco vale muito”, sob a ideia de que a cada poucos minutos que nos movimentamos, e que somamos esses poucos ao longo do dia, mesmo que fracionados (ex. 10 min. num horário, outros 10 min. em outro, e assim por diante) são muito válidos para essa busca de diminuir o comportamento sedentário ao longo do tempo e então reduzir os riscos de doenças deletérias decorrentes da inatividade física 2,3,4.

Referências:
1 . WHO Library Cataloguing-in-Publication Data, Global Recommendations on Physical Activity for Health, vol. 4, no. 3. 2010.
2. S. G. Trost, S. N. Blair, and K. M. Khan, “Physical inactivity remains the greatest public health problem of the 21st century: Evidence, improved methods and solutions using the ‘7 investments that work’ as a framework,” British Journal of Sports Medicine, vol. 48, no. 3. Br J Sports Med. 2014.
3. WHO, Guidelines on physical activity and sedentary behaviour, Global Recommendations on Physical Activity for Health . 2020.
4. D. Ding, N. Mutrie, A. Bauman, M. Pratt, P. R. C. Hallal, and K. E. Powell, “Physical activity guidelines 2020: comprehensive and inclusive recommendations to activate populations,” Lancet, vol. 396. 2020.

Professor Cezimar Correia Borges
Graduado em Educação Física (UFU-MG)
Pós-graduado lato senso em formação para ensino superior (UFU-MG)
Mestre em Educação Física / Fisiologia do exercício (UNBDF)
Doutor em Ciências da Saúde (UFG-GO)
Docente nos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Medicina da UNICERRADOGoiatuba.
Docente no curso de Educação Física da UEG – Itumbiara

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