Mulher de luta e história no cenário araporense – Plural Notícias

Mulher de luta e história no cenário araporense

Rosa Helena Pacheco Silva, natural de Ituiutaba, filha de Araporã. Pai: Dionésio Sebastião Pacheco, Operador de Máquina, Mãe: Maurilia Helena Pacheco, empregada doméstica (falecida). A 5ª filha de seis filhos. Infância feliz dentro das possibilidades dos pais, havia o necessário para se viver, “Outra época, outro tempo”, afirma. A formação universitária era um sonho distante. A batalha começou cedo e relembra: “O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ainda não existia, o trabalho era necessário para ajudar no orçamento doméstico”, pontua.

Conheceu o seu companheiro: Cleomar Gonçalves da Silva, em 1987, na Escola onde cursava a 8 ª série, terminou o ano letivo e parou de estudar. O Amor só venceu as barreiras em 1995, foram muitas idas e vindas, da bela união surgiram dois frutos: Lana Pacheco (formada em Educação Física e já se consolidou no mundo artístico como cantora) e Matheus (presenteou a mamãe com 2 lindos netos).

Em 2006, o destino estava trabalhando a seu favor; o marido foi transferido para a cidade de Araporã,cidade que Rosa escolheu para amar e ali criaria os filhos e teria a possibilidade de trabalhar na gestão social. No dia 20 de março do mesmo ano, sob forte pressão de uma grande amiga voltou a estudar. Hoje Bacharel em Serviço Social, graduada em gestão de Políticas Públicas, Técnica em Agropecuária, Terminando Formação Superior em Pedagogia e integrante fiel do mais alfabetização (Programa do Governo Federal). Depois de 19 anos, Rosa encontrou no estudo um sentido para fazer diferente e até mudar a realidade araporense, para ela: “Fácil não foi, mas com Deus tudo é possível”, conclui.

Nos último 4 anos, no trabalho árduo no Conselho Tutelar de Araporã afirma: “ É possível transformar sonhos em realidade, sou Araporense de Coração, cidade que me acolheu, pessoas maravilhosas que me abraçaram, “quero retribuir em trabalho e gestão social. Unidas podemos mais”, finaliza.

A luta das mulheres começou em 1932 quando ganhamos o direito à participação política, mas foi só o início de uma luta sem fim.

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