Já foi capital do arroz, ouro branco do algodão e hoje terra da cana – Plural Notícias

Já foi capital do arroz, ouro branco do algodão e hoje terra da cana

Nas décadas de 60 e 70 Itumbiara era considerada a capital nacional do arroz. A rizicultura foi responsável pelo crescimento econômico da cidade, que figurava em terceiro lugar na arrecadação de ICMS do Estado, perdendo apenas para a capital Goiânia e Anápolis. Segundo o historiador Sidney Pereira de Almeida Neto, naquele período a cidade contava com cerca de 100 beneficiadoras de arroz. A concentração era tão grande em alguns setores, que foi criada até a Rua da Máquina. Na década de 60, o arroz foi responsável pela vinda da primeira indústria: a CAGIGO, que produzia o óleo de arroz com a marca Galeto. Noutro período, o destaque foi a produção de algodão, que também atraiu várias empresas do setor, sendo a principal delas a Maeda.

Segundo o historiador Nilson Freire, com a liderança na década de 1970 na produção do arroz foi implantada a empresa Cagigo que produzia farelo de arroz, óleo de arroz bruto, óleo refinado de arroz, sabão em barra e em pó. Na década de 1980 o milho era o produto mais colhido, fato que atraiu a empresa Caramuru que produz até hoje fubá, germen, canjica e farinha de Milho. Foi no ano de 1986 que foi implantada a empresa do grupo chamada na época Caramuru Óleos Vegetais que processava 1.000 ton por dia de soja, produzindo óleo de soja degomado, farelo de soja, assim como óleo de milho e farelo de milho também. Na mesma década destacava a Leite Paulista, que beneficiava o leite produzido na região.

Mas o cenário atual é bem diferente. Após o declínio do arroz e algodão, a cana-de-açúcar avançou sobre as lavouras de soja e ocupou espaço da bacia leiteira. Hoje estão instaladas em Itumbiara a Panorama e BP e ás áreas do município também plantam cana para outras usinas da região, como Araporã Bionergia e Rio Dourado, em Cachoeira Dourada. Num raio bem próximo estão instaladas ainda a Bom Sucesso (Bom Jesus/Goiatuba), CEM (Morrinhos), São Paulo (Porteirão) e Goiasa (Goiatuba).

Não há restrição para plantio da cana no município e a grande parte das terras agricultáveis estão tomadas pela cana. O plantio é feito até mesmo em áreas urbanas, na divisa de bairros, às margens de rodovias e de rios e córregos.

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