sábado - 12/06/2021
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Inauguração de usina de reciclagem pioneira, em Catalão, vai inspirar outros municípios, diz secretária

Titular da Semad, Andréa Vulcanis representa governador Ronaldo Caiado na apresentação do projeto pioneiro entre municípios no Brasil. Prefeitura investiu R$ 2,5 milhões na planta sustentável e deve gerar economia de R$ 1 milhão mensal em energia elétrica com reutilização de sobras da construção civil. “Meta do Governo de Goiás é levar modelos como o de Catalão para outras regiões do Estado”, disse ela

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, participou, na manhã desta quarta-feira (23/10), da inauguração da Usina de Reciclagem de Resíduos Sólidos com Separação de Biomassa, em Catalão, a 256 km de Goiânia. A titular da Semad representou o governador Ronaldo Caiado na apresentação da planta, a convite do prefeito Adib Elias. Segundo ela, a iniciativa inédita vai inspirar outros municípios para investimentos voltados para a sustentabilidade.

Trata-se da primeira usina no Brasil construída pelo poder público municipal. A Prefeitura de Catalão investiu R$ 2,5 milhões, oriundos de recursos próprios. As projeções são de que passe a economizar cerca de R$ 1 milhão por mês em gastos com energia elétrica. Com a obra, a cidade será referência em sustentabilidade ao transformar restos de construção civil em fonte de energia.

A secretária Andréa Vulcanis destaca o alcance da obra. “Sabemos que precisamos avançar muito na gestão ambiental do Estado, mas iniciativas como esta, alinhadas ao que há de mais moderno e avançado em termos de sustentabilidade no mundo, nos mostram que estamos no caminho certo”, afirma.

“A intenção do Governo de Goiás é levar modelos como o de Catalão para outras regiões do Estado”, informa Andréa Vulcanis. “A ferramenta de copiar e colar nos ajuda muito, não precisamos inventar a roda quando vocês já estão abrindo caminho e inspirando outros municípios a seguirem a mesma proposta de sustentabilidade”, aponta.

A secretária Andréa Vulcanis, ao elogiar a iniciativa, fez uma proposta para o prefeito Adib Elias. “Quem sabe não chegamos aqui, com este aterro, na proposta de lixo zero, com a separação de todos os resíduos pela população e o reaproveitamento total dos materiais. Lixo é dinheiro e, além do benefício ambiental, produz todo um ciclo econômico, gera emprego e renda”, explica.

Segundo o prefeito Adib Elias, o trabalho feito à frente do município tem como norte a consolidação de Catalão como um importante centro do interior brasileiro. “Queremos ser exemplo não só para Goiás, mas para o Brasil”, disse. “O projeto da usina foi pensado para ser uma referência em sustentabilidade e temos feito muitos avanços como, por exemplo, o projeto que acabamos de aprovar na Câmara dos Vereadores que elimina os sacos plásticos dos estabelecimentos locais e a conclusão das obras da estação de tratamento de esgoto”, enumera.

A nova estação de tratamento de esgoto de Catalão também foi visitada pela secretária, que ouviu técnicos e funcionários do local, além do secretário municipal de Meio Ambiente, Silas José Tristão. “Fiquei impressionada com o esforço que a prefeitura realiza para resolver problemas que são tão comuns a todos, principalmente em tempos de austeridade fiscal, quando o meio ambiente fatalmente perde espaço em orçamentos”, diz Andréa Vulcanis.

Reaproveitamento
O cálculo dos técnicos é que, das 4.500 toneladas mensais de resíduos de construção civil que chegam ao aterro sanitário da cidade hoje, mais de 90% têm capacidade de aproveitamento.

De acordo com a prefeitura, a operação da usina será “simples e eficiente”. O material passará por um sistema de triagem e separação da biomassa com reaproveitamento de resíduos que serão transformados em cascalho, brita 1, brita 2, areia e pedrisco, além de energia limpa.

Com a usina em funcionamento, além de resolver o problema da falta de espaço dentro do aterro sanitário, os produtos que forem gerados a partir dos resíduos serão transformados em material de construção civil, como, por exemplo, tijolos.

“Vamos usar o material resultante da reciclagem na área de habitação, de desenvolvimento social”, diz Adib Elias. “São telhas, tijolos, areia, que poderão beneficiar famílias carentes e também o poder público nas obras municipais”, conclui.

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