A história dos 65 anos de Centralina – Plural Notícias

A história dos 65 anos de Centralina

O fundador da cidade foi o Sr. Nicolau Antônio, natural da Sir-Eldânia, Síria, que nasceu em 02/02/1902. Veio para o Brasil com 17 anos de idade, diretamente para a cidade de Monte Alegre de Minas, onde já vivia parte de sua família. Em 1930, comprou uma fazenda à beira da autovia “Auto Viação Mineira”, hoje BR-153, planejada e construída pelo Engenheiro Dr. Fernando Alves Vilela que era estrada batida ligando Uberlândia a Goiás. Centralina nessa época tinha a denominação de “Lagoa Seca”.
As terras férteis e o solo rico, onde abundava um manancial de águas puras. Não bastasse a proximidade do Rio Paranaíba banhando e adubando a terra, uma série de córregos e ribeirões, além de famosas lagoas, tanto que o motivo alegado para que o senhor Nicolau Antônio comprasse terras na região foi o de que as terras eram consideradas as melhores do Planeta Terra. O Sr. Nicolau era um homem simples, humilde e bondoso, inteligente, quase analfabeto e despido da ganância e interesse.
O Sr. Nicolau não tinha grandes pretensões materialistas, mas mantinha aceso o grande ideal de fazer deste lugarejo, uma cidade grande e conhecida: “A Princesinha do Triângulo Mineiro”. Assim, quando aqui chegavam as pessoas, ele doava terrenos (à época doou 6 alqueires) para que construíssem suas casas e ainda lhes arrumava terras para que pudessem trabalhar. Incentivava o trabalhador rural, doando as terras no regime de plantação à meia, arrendamento ou cultivo experimental. Foi também um dos que mais casa construiu na cidade: cerca de 50 unidades.
Outro que também construiu cerca de 60 casas foi o Sr. José dos Santos, todas em ótimas condições. Ele muito se preocupou com a educação, tanto que construiu a primeira escola e ofereceu condições para que de Monte Alegre de Minas viessem as primeiras professoras para alfabetizarem crianças e adultos. O Sr. Nicolau veio a falecer em 22/04/1948, com 46 anos de idade, sendo que menos de 30 anos aqui em nossa região, mas foi o suficiente para impulsionar o crescimento do vilarejo que até então nascia.
O povoado, primeiramente, foi denominado de “Lagoa Seca”. O nome se devia ao fato da existência de três lagoas que, em épocas chuvosas, eram palco de lazer. Serviam para a prática da pesca, natação e passeios de canoa, mas em épocas de estiagem secavam completamente. A localização de uma delas, a que deu origem ao povoado, é exatamente onde está hoje o Centralina Clube e todo o bairro Nossa Senhora da Abadia. Mais tarde, o local ficou conhecido como “Vendinha”.
Centralina “A Princesinha do Triângulo”, foi o nome que sucedeu à Vendinha e passou a denominar o povoado que foi vendido ao Sr. Nicolau Antônio. Centralina, que assim passou a ser denominada em 1935, contava à época com apenas 6 casas. Em 1940 com ocasião do recenseamento geral contava com 38: em 1945 com 105: em 1949 com 231 construções; e, em 1952, foram registrados 252 domicílios. Hoje, mercê do trabalho de seus filhos, a cidade conta com aproximadamente 4.000 moradias e um total de 10.500 habilitantes, registrados na zona rural e urbana do município. O atual prefeito do município é Elson Martins de Medeiros, o Elsinho (PP), que está no segundo mandato.
Fonte:
www.centralina.mg.gov.br

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